A Marinha, o Exército e a Força Aérea não são instituições isoladas. Constituem partes complementares de uma mesma estrutura nacional de defesa, unidas pela Bandeira, pela disciplina e pelo juramento de servir Portugal. As Forças Armadas não existem para servir partidos, ideologias ou interesses particulares. Existem para servir a Nação. Devem permanecer acima das disputas partidárias, fiéis à Constituição, à soberania nacional e ao povo português.
Importa também afirmar, sem complexos, que investir na defesa nacional não constitui belicismo.
A paz não se preserva através da fraqueza, da ingenuidade ou de declarações de boas intenções.
Preserva-se através da preparação, da força, da credibilidade e da capacidade de dissuasão.
Um País incapaz de defender as suas fronteiras, o seu território, o seu espaço aéreo e as suas águas deixa de ser plenamente soberano. Passa a depender da vontade, da protecção e dos interesses de terceiros. Portugal deve cooperar com os seus aliados, mas nunca abdicar da capacidade de se defender como Nação independente.
Durante demasiado tempo, sucessivos Governos exigiram muito aos militares e ofereceram-lhes pouco em troca. É frequente encontrar recursos para estruturas burocráticas, projectos ideológicos e despesas de utilidade duvidosa, enquanto faltam efectivos, equipamentos modernos, condições dignas e remunerações adequadas àqueles que juraram defender a Pátria.
Esta inversão de prioridades é moralmente inaceitável. Não basta prestar homenagem aos militares em cerimónias oficiais. Não basta colocar uma coroa de flores, pronunciar um discurso ou publicar uma fotografia nas redes sociais. Respeitar verdadeiramente as Forças Armadas significa proporcionar aos seus militares os meios necessários para cumprir a missão e assegurar condições dignas às suas famílias.
As Forças Armadas têm demonstrado que a sua missão ultrapassa o cenário estritamente militar. Nos incêndios, nas tempestades, nas crises sanitárias, nas operações de busca e salvamento e noutras situações de emergência, os militares apresentam-se onde são necessários. Não perguntam quem receberá o mérito político. Não procuram aplausos. Cumprem o dever.
Essa diferença merece ser reconhecida.
Honra, Pátria e dever.
A grandeza das Forças Armadas Portuguesas não reside na ostentação da força, mas na serenidade de quem está preparado para exercer quando Portugal assim o exigir. Encontra-se na sentinela que permanece vigilante durante a noite, no marinheiro que enfrenta o oceano, no soldado que cumpre a missão em território distante e no aviador que atravessa os céus para salvar uma vida.
Honrar as Forças Armadas não é glorificar a guerra. É reconhecer que a liberdade possui um preço e que, ao longo da História, esse preço foi frequentemente pago por homens e mulheres de uniforme.
É igualmente compreender que não existe futuro sem memória, soberania sem força, liberdade sem autoridade ou Nação sem fronteiras.
Portugal não deve pedir desculpa pela sua História, pela sua Bandeira, pelas suas tradições ou pelos homens e mulheres que a defendem. Deve ensiná-las, respeitá-las e transmiti-las às novas gerações.
«Talant de bien faire.»
«Braço às armas feito.»
«Em perigos e guerras esforçados.»
«Mama Sume.»
«Que nunca por vencidos se conheçam.»
«Que os muitos, por ser poucos, não temamos.»
«Ex Mero Motu.»
Diferentes ramos, diferentes especialidades e diferentes tradições, mas uma única Bandeira, uma única Pátria e uma única missão: servir e defender Portugal.
Que Portugal jamais se esqueça daqueles que permanecem preparados para o defender.
César DePaço
Empresário e filantropo
Cônsul ad honorem de Portugal entre 2014 e 2020
Fundador e Director Executivo da Summit Nutritionals International Inc.
Fundador e Presidente do Conselho de Administração da Fundação DePaço
Defensor incondicional das forças de segurança e dos princípios conservadores
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