Assinalam-se vinte e cinco anos desde os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, uma das páginas mais dolorosas e inesquecíveis da história contemporânea dos Estados Unidos da América.
Não escrevo estas palavras como alguém que apenas tomou conhecimento daqueles acontecimentos através da televisão, dos jornais ou dos livros de História. Eu vivi aquele momento. Encontrava-me nos Estados Unidos quando o inimaginável aconteceu e recordo, com absoluta nitidez, o choque, a incredulidade, o silêncio e a profunda angústia que se apoderaram de toda uma nação.
Vi um país ferido, mas não vencido. Vi famílias destruídas por perdas irreparáveis. Vi cidadãos comuns ajudarem desconhecidos, bombeiros entrarem em edifícios dos quais milhares procuravam desesperadamente sair, agentes policiais avançarem em direcção ao perigo e profissionais de emergência cumprirem o seu dever sem saberem se voltariam a abraçar as suas famílias.
Jamais esquecerei.
Naquela manhã de 11 de Setembro, quase três mil vidas inocentes foram brutalmente ceifadas. Cada uma dessas vítimas tinha um nome, uma família, uma história, sonhos e projectos que ficaram para sempre interrompidos. A sua memória não deve ser reduzida a uma estatística nem recordada apenas durante uma cerimónia anual. Pertence à consciência moral da América e de todo o mundo civilizado.
Recordamos igualmente os bombeiros, os agentes das forças policiais, os profissionais de emergência, os militares e todos os cidadãos que, perante o terror, escolheram a coragem. Muitos ofereceram a própria vida para salvar pessoas que nunca haviam conhecido. Outros sobreviveram àquele dia, mas vieram a sucumbir, anos mais tarde, às doenças resultantes da exposição aos agentes tóxicos presentes nos locais dos atentados.
Nesta homenagem, não podemos esquecer os cães K-9 e os respectivos tratadores, que trabalharam incansavelmente entre os escombros, o fumo e os destroços, procurando sobreviventes e ajudando a localizar os que haviam perdido a vida. Aqueles extraordinários animais enfrentaram ambientes perigosos, instáveis e contaminados, guiados pela lealdade, pelo treino e por uma coragem silenciosa que não necessita de palavras para ser compreendida.
Muitos desses cães sofreram ferimentos, exaustão e posteriores problemas de saúde decorrentes do serviço prestado. A sua missão constituiu uma demonstração comovente do vínculo entre o ser humano e o animal e do papel indispensável desempenhado pelas unidades K-9 nas operações de busca, salvamento e recuperação. Também eles, juntamente com os seus tratadores, ocupam um lugar de honra na memória do 11 de Setembro.
A todos eles devemos uma dívida de gratidão que o tempo jamais poderá extinguir.
A Summit Nutritionals International Inc. foi constituída em 2001. Por essa razão, aquele ano ocupa um lugar muito particular na minha memória, tanto no plano pessoal como no plano empresarial. O nascimento da nossa empresa coincidiu com um período em que a América foi submetida a uma das suas mais duras provações. Testemunhámos, porém, que da dor também pode nascer a união, que do sofrimento pode emergir a determinação e que uma grande nação se reconhece pela forma como se ergue depois de ser ferida.
Os anos passaram, mas o dever da memória permanece intacto. As novas gerações, muitas das quais ainda não eram nascidas naquele dia, devem compreender o que aconteceu, quem atacou a América, por que razão o fez e qual foi o preço pago pela liberdade. Esquecer os factos ou suavizar a verdade constituiria uma grave injustiça para com os mortos, os sobreviventes e todos aqueles que arriscaram a vida em defesa dos seus semelhantes.
Recordar o 11 de Setembro não é alimentar o ódio. É honrar a verdade. É preservar a memória. É reconhecer o heroísmo. É reafirmar que a liberdade, a segurança e a paz nunca devem ser consideradas garantidas.
Como Fundador e Presidente Executivo da Summit Nutritionals International Inc., e como alguém que viveu pessoalmente aquele momento histórico, curvo-me respeitosamente perante a memória de todas as vítimas. Presto igualmente homenagem às famílias que aprenderam a viver com uma ausência que jamais poderá ser preenchida e a todos os homens, mulheres e cães K-9 que, naquele dia e nos meses que se seguiram, serviram com coragem e abnegação.
Que as sirenes, as imagens e o silêncio daquele dia nunca desapareçam da nossa memória colectiva.
Passaram vinte e cinco anos, mas há momentos que o tempo não consegue apagar.
Eu vivi aquele momento.
Eu recordo.
Jamais esquecerei.
E ninguém deverá alguma vez esquecer.
César DePaço
Founder and Chief Executive Officer
Summit Nutritionals International Inc.®